No Amapá, a transição da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada (glargina) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) é incentivada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amapá (COSEMS/AP). A orientação e incentivo atendem à estratégia nacional prevista nas diretrizes da Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, do Ministério da Saúde. O Conselho atua em atividades de transição no Amapá, um dos estados pilotos na implementação do uso da insulina.
Em julho de 2026 o Ministério da Saúde passou a ofertar, através do SUS, na Atenção Primária à Saúde (APS) a insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos com diabetes. Antes ofertada somente na rede privada ou via judicial, o medicamento gratuito, análoga à insulina, é de ação prolongada, tem entre as vantagens, a redução de maneira consistente as hipoglicemias, em especial as noturnas e as graves, que podem requerer atendimento médico urgente.
O público-alvo para uso da insulina glargina são crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1; e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A orientação técnica sugere que a transição entre as insulinas devem ocorrer mediante avaliação clínica individualizada, prescrição válida e acompanhamento pelas equipes de saúde. O MS destaca que a dose de glargina não corresponde necessariamente à mesma quantidade de insulina NPH utilizada anteriormente. A conversão e os ajustes devem ser definidos pelo profissional de saúde, considerando as necessidades de cada pessoa e o monitoramento glicêmico.
Para a dispensação do medicamento, o usuário deve apresentar a prescrição válida, o Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) e os demais documentos exigidos pelo fluxo organizado pelo município. Para o transporte da insulina, devem ser seguidas as orientações de conservação fornecidas pelo serviço de saúde, utilizando recipiente térmico adequado quando indicado.
O COSEMS/AP reforça a importância da orientação adequada aos usuários, da integração entre a Atenção Primária e a Assistência Farmacêutica e do uso racional dos medicamentos, contribuindo para a segurança do tratamento e a organização da assistência nos municípios amapaenses.
“Desde a instituição da oferta da insulina glargina pelo SUS, estamos atuando para a circulação das orientações técnicas entre os usuários. Em maio estivemos junto aos municípios em um importante evento de apoio à insulinoterapia, com profissionais da ponta, para repassar informações e incentivar a transição com acompanhamento profissional”, disse a presidente do COSEMS/AP, Lilian Abreu.
A população deve procurar a Unidade Básica de Saúde de referência para esclarecer dúvidas sobre os critérios de acesso, a prescrição e o fluxo de dispensação da insulina glargina.
Assessoria de Comunicação

